Diet ou Light nutricionista responde




por Dra. Mariana Fantini – Nutricionista SP

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (Abiad), hoje mais de 35% dos brasileiros consomem produtos diet e light. E essa porcentagem só vem crescendo com o passar dos anos.
            O termo diet define alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes, como carboidrato, gordura, proteína ou sódio. Os exemplos que podem ser citados são os iogurtes com 0% de gordura, chocolates com 0% de açúcar, entre outros.
         
   Os consumidores de produtos diet necessitam de algum tipo de restrição na dieta. Exemplo: diabéticos (açúcar), hipertensos (sal), celíacos (glúten), etc.
            Mas as pessoas têm certa ilusão com relação às calorias desses produtos, pois acham que a restrição de nutriente equivale a diminuição de calorias. Não se engane o chocolate diet não tem açúcar, porém geralmente, os fabricantes colocam maior quantidade de gordura para aumentar a palatabilidade e, consequentemente, as calorias se igualam ao produto regular.
            Portanto, tenha cuidado se você quiser emagrecer. Os produtos diet são uma verdadeira armadilha nesse caso.
            No caso das geléias diet, os diabéticos devem ter cuidado com a quantidade a ser consumida, pois apesar de não haver adição de açúcar refinado a frutose (açúcar das frutas) está presente e pode alterar a glicemia também.
            Os produtos que tem em sua embalagem a palavra Zero também podem ser considerados diet porque não há diferença em sua fórmula. As empresas criaram esse termo para ampliar o perfil do público que o consome, ou seja, aqueles que não se identificam com o diet nem o light, como adolescentes e adultos do sexo masculino.
            Já o termo light é utilizado para produtos que contenham redução de 25% de calorias ou algum nutriente, comparado ao produto convencional. Geralmente, esses alimentos são recomendados em dietas para perda de peso.
            Pessoas portadoras de fenilcetonúria (doença genética que faz o aminoácido fenilalanina se acumular no sangue) não devem consumir produtos light que contenham adoçante aspartame.
            Os alimentos light têm ainda um teor elevado de sódio, sendo contra-indicado para hipertensos.
            Já os refrigerantes light podem ser considerados diet e consumidos por diabéticos porque não tem açúcar em sua composição.
            Com relação aos adoçantes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se faça um rodízio de suas variedades para que não se acumule uma determinada substância no organismo. Há alguns estudos sobre adoçantes, mas não há comprovação de que não se tenha prejuízos com o consumo em longo prazo.
O sal light, cada vez mais popular, é recomendado para hipertensos, pessoas que costumam reter líquidos em seus organismos e para prevenção. Porém, pessoas com problemas renais devem ter cuidados ao consumi-lo. Apesar disso, a vantagem é que o potássio presente em sua fórmula pode ajudar a diminuir a pressão arterial.
O cuidado que devemos ter ao consumir o sal light é que ele salga menos e ficamos propensos a colocar maior quantidade dele nas preparações.
Alguns produtos como queijos amarelos e maionese continuam gordurosos mesmo com a redução da gordura, portanto, é melhor consumir com moderação e escolher um queijo branco, por exemplo.
            Vale ressaltar a importância de se ter cuidado ao consumir alimentos light. Apesar de, geralmente, seu valor calórico ser menor que o produto original não adianta consumir em excesso porque resultará em uma quantidade igual ou maior de calorias do que quando consumido o produto convencional com moderação.
            Algumas vezes é mais saudável optar por produtos com redução de nutrientes como, por exemplo, trocar o leite integral pelo desnatado ou semi desnatado e seus derivados por opções mais pobres em gordura. Também podemos optar pela margarina combinada com pão integral. As formas mais saudáveis de chocolate comercializadas são a meio-amarga e com 75% ou mais de cacau.
            Mas o mais importante é que nós, consumidores, devemos aprender a ler as informações nutricionais nas embalagens com muita atenção e comparar os produtos light e diet com os convencionais para saber qual melhor se encaixa nas nossas necessidades individuais.
            Afinal, atenção ao adquirir um produto é obrigação de nós consumidores.
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Estresse e Alimentação


por Dra. Mariana Fantini – Nutricionista SP

Combata a depressão, a ansiedade e o stress com alimentação

Hoje a sociedade exige demais de homens e mulheres que, muitas vezes, sentem os efeitos de toda essa pressão. Mas você pode amenizar esses efeitos através de nossas dicas. Abaixo você verá uma lista com alguns alimentos e suas funções:

Folhas verdes: As substâncias lactucina e lactupicrina atuam como calmantes naturais amenizam a irritação. O folato presente nas folhas ajuda a melhorar sintomas de depressão. O consumo recomendado é de 3 a 5 porções diárias.
Espinafre e brócolis: previnem a depressão. O potássio e ácido fólico ajudam as células a funcionar; o magnésio, o fosfato e às vitaminas A e C e Complexo B garantem o funcionamento do sistema nervoso. 
Leite e iogurte desnatado: O cálcio elimina a tensão e depressão. O consumo recomendado é de 2 a 3 copos por dia.
Peixes, frutos do mar e carnes magras: por causa do zinco e do selênio que agem diretamente no cérebro diminuem o cansaço e a ansiedade. O triptofano que ajuda a produzir serotonina, agente do bom humor, é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite e relaxar. Consuma de 1 a 2 porções por dia.
Laranja e maçã: relaxam a musculatura do corpo e ajudam a combater o estresse e a fadiga por causa da vitamina C.
Maracujá: suas folhas são calmantes. Agem como analgésicos e relaxantes musculares. 
Melancia, abacate, mamão, banana, limão e mel: são ricas em triptofano que ajuda a produzir serotonina. A serotonina é conhecida como o agente do bom humor, prazer e bem-estar. O consumo recomendado é de 3 a 5 porções por dia. É bom consumir pequenas porções de banana ou abacate (puro sem açúcar ou adoçante) antes de dormir para ter um sono tranquilo. Duas colheres de sopa de mel ao dia são o suficiente.
Castanha-do-Brasil, nozes e amêndoas: ajuda a diminuir o estresse. 2 a 3 unidades ao dia de castanha, 5 unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas já fornece a quantia diária de selênio recomendada. Ou você pode fazer um mix de todas elas.
Ovos: rico em vitaminas do complexo B, ajuda no bom humor. Pessoas com colesterol alto devem ter cuidado, principalmente, com a opção frita. Uma unidade de 2 a 3 vezes por semana  é o suficiente.
Aveia e centeio: Melhoram o funcionamento do intestino e combatem a ansiedade e a depressão porque são ricos em vitaminas E e do complexo B. Recomenda-se o consumo de 2 a 3 colheres de sopa por dia, pelo menos.
Soja: O magnésio aumenta os níveis de energia, evita a fadiga, combate o stress e tem propriedades calmantes.
            Lembrando que essas são apenas dicas e a alimentação não substitui a orientação e o tratamento do seu médico. Para complementar seu tratamento com uma alimentação saudável e individualizada procure um nutricionista.
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O que é Nutrigenômica?


Dra. Viviane Souza Silva - Nutricionista SP


A nutrigenômica é o estudo da interação dos componentes da dieta com o genoma, e as possíveis alterações que esses possam causar na expressão gênica, estrutura e função das proteínas e outros metabólitos.
O objetivo do estudo é caracterizar um fenótipo saudável, tornando possível a distinção entre a condição saudável do predisposto a adquirir alguma doença, através disso, intervir com dietas específicas ao estado gênico do indivíduo.
Com dietas personalizadas, baseadas no genótipo, a ciência visa a promoção da saúde e a redução de doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, as cardiovasculares, o diabetes, entre outras. Desta maneira, cada pessoa receberia uma orientação individualizada de acordo com suas necessidades fisiológicas.
 A nutrigenômica vem sendo cada vez mais discutida, porém ainda há controvérsia entre os estudiosos, devida a pouca tecnologia padronizada para tal análise, além de existirem limitações quanto à distinção do grau de benefício ou malefício ocasionado por meio da dieta.
 Apesar de todos os pós e contras, acredita-se que futuramente haverá pesquisas que forneçam informações suficientes para agregar inovações no ramo de intervenções nutricionais de acordo com constituição genética individual.

Obs.:
Genoma: é toda a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
Fenótipo: características observáveis.
Genótipo: conjunto dos genes de um indivíduo.

Referências Bibliográficas

CONTI, F. Nutrigenômica: os nutrientes influenciando os genes e os genes influenciando os nutrientes. Disponível em:

RG NUTRI. Nutrigenômica x Nutrição. Disponível em:

ALVES, I. Nutrigenômica: uma dieta só para você. Disponível em:
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/82/artigo161037-1.asp.  Acesso em: 09/04/2012

BIANCOVILLI, P. Nutrigenômica: o perfil já pode guias sua alimentação.  Disponível em: http://www.olharvital.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=106&codigo=4. Acesso em 08/04/2012

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Significado da Cor da Urina



Tabela de Coloração da Urina


por Dra Gabrieli Comachio – Nutricionista MT


A urina apresenta um odor característico que é causado pela presença de uréia. Quanto maior for a concentração desta, mais forte será seu odor. Na grande maioria dos casos, uma urina fétida indica uma urina pouco diluída. Em geral é uma urina com cor amarelo forte.

O primeiro passo portanto, é aumentar a ingestão de líquidos. Não existe um número mágico. Por isso o correto é
 beber líquidos até a urina ficar transparente, que é a coloração adequada para saúde.

Às vezes, são necessários até 3L de água por dia, porém a média é 2L por dia. Além de melhorar o odor, uma urina diluída impede a formação de cálculos renais.

Se a urina já está bem diluída e ainda tem um odor fétido, deve-se pensar na presença de bactérias que costumam metabolizar a uréia em amônia, substância que apresenta odor muito mais forte. Deve-se diferenciar a simples presença de bactérias na urina da infecção urinária. Se houver sintomas como ardência e vontade de urinar o tempo todo, mesmo com a bexiga vazia, indica-se o tratamento com antibióticos.

Além da infecção urinária, algumas uretrites como nas DSTs, também podem ser a causa. Mulheres costumam ser menos sintomáticas e uma urina mal cheirosa pode ser a dica para o diagnóstico. Homens costumam apresentar saída de pus pela uretra.

Nas mulheres é preciso ter certeza que o odor é da urina e não de corrimentos vaginais. Uma consulta ao ginecologista pode descartar infecções vaginais e uretrites.

Se o problema também não for bactérias, existem medicamentos e alimentos que podem alterar o cheiro da urina. O principal é o aspargo. Vitaminas também podem causar odor. Alguns antibióticos, principalmente da família da penicilina podem ser responsáveis. Mudanças na dieta podem melhorar o cheiro.

Diabetes pode causar urina mal cheirosa, mas em geral já apresenta outros sintomas associados como perda de peso, fraqueza, sede, muita urina (poliúria) etc... Dificilmente a urina com cheiro ruim é o único achado.

Em pessoas mais velhas, câncer de bexiga e fístula (ligação) da bexiga para o intestino podem ser a causa. O primeiro normalmente está associado a hematúria (perda de sangue na urina) e o segundo a um sintoma chamado pneumatúria, que é a saída de gases do intestino pela urina. São sintomas raros e não devem ser pensados em pessoas jovens.

Algumas doenças genéticas raras como fenilcetonúria também dão cheiro forte, mas são doenças de neonatos.

Se o odor for algo que incomoda muito, sugiro uma consulta ao urologista ou ginecologista para elucidação do quadro.
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Depoimento Eu fiz reeducação alimentar

Querido Leitor, 

Sempre pratiquei exercício físico, até professora de dança eu fui na adolescência. Um peso bem saudável, para quem sempre se alimentou com a comida da mamãe. 
Nunca tive problema com verduras, legumes e frutas sempre foram minhas amigas. Porém gostava de um refrigerante de vez em quando, frituras... 

Quando iniciei na faculdade de Nutrição pesava 54kg, 167cm. Vivenciar uma rotina onde apenas eu teria o poder de escolha foi uma tarefa difícil. Quando fui morar sozinha que realmente tive que acordar para as responsabilidades. No 2 ano da faculdade comecei a engordar, o sedentarismo e os maús hábitos alimentares começaram a refletir, comer lanches e marmitas sempre em lugares baratos sem visar muito a qualidade e principalmente variedade, mastigava rápido, muito líquido junto, dormia mal, intestino parado. 
E em 1 ano engordei 14kg.  Essa sou eu, antes e depois da Reeducação Alimentar.

Não percebia que estava engordando, não me pesava, era como se eu não tivesse noção do meu corpo quando olhava no espelho, e quando começaram a surgir os comentários eu comecei a acordar para situação. Uma Nutricionista amiga me deu uma dica: "é bom você começar a adotar hábitos alimentares saudáveis pois isso interfere na sua vida se você for trabalhar com Nutrição Clínica." Aquilo foi como um tapa na minha cara....

Assim que formei os conceitos da nutrição em minha mente, comecei aplicar orientações na minha vida, foi difícil o primeiro mês, mas com apoio do meu namorado e familiares próximos (minha irmã e grande amiga Maíra) comecei a seguir uma rotina saudável onde implantamos em casa várias ações: comer de 3h em 3h, planejamento dos cardápios, não se tinham guloseias, bebidas, tudo isso foi difícil pois jovens, adolescentes tudo influencia... mas durante 4 meses, bem certinhos, eu eliminei os 12kg. 

Nossa que alívio... intestino funcionando com horários, pele, humor, auto estima, tudo isso me fez prosseguir.... Agora continuo minha vida, com 56 a 57kgs, a aproximadamente 4 anos mantendo o peso.

Devagar, as vezes saio fora um pouco da rotina, mas sempre tenho em minha mente a pergunta: Estou fazendo a escolha certa? e isso me conforta..

Aprender o que comer em todas as situações ajuda muito a manter o peso, não ter medo de se conhecer também. 

Nunca disse que mudar hábitos é fácil. Principalmente quando você convive com pessoas que não se preocupam com a saúde. É uma tarefa que requer esforço e disciplina, mas é possível, só depende de você. Quando o objetivo maior é a saúde, qualidade de vida, auto estima, o esforço vale a pena. 

Mas faça por você, só você é responsável pelo resultado.

Tudo é o equilíbrio, dormir bem, alimentação equilibrada...

Muitas pessoas podem te achar chata, pragmática, sistemática, mas se você se sente bem assim é o que importa. Muito Cuidado com os Sabotadores da Dieta, essa fase existe, tem no início, meio e fim... um outro dia eu comento melhor sobre isso...

!
Por
Nutricionista e sócia proprietária do blog  

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Ortorexia Nervosa DIETA


Reflexões sobre um novo conceito

POR Dra. Fabiana Neumann - Nutricionista RS

Os Transtornos Alimentares (TA) são graves distúrbios psiquiátricos considerados importantes problemas de saúde. Os quadros clássicos têm seus critérios diagnósticos definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou Associação Americana de Psiquiatria (APA), enquanto outros quadros considerados não oficiais têm sido sugeridos nos últimos anos, denominados muitas vezes de comer transtornada (do inglês, disordered eating).

Um artigo publicado por Maria Martins e colaboradores na Revista de Nutrição em abril deste ano, faz novas reflexões sobre a Ortorexia Nervosa (ON), um comportamento obsessivo patológico, caracterizado pela fixação por saúde alimentar, qualidade dos alimentos e pureza da dieta. O termo ortorexia nervosa foi criado por Steven Bratman, médico americano, que sugeriu esse quadro ou condição como um novo comportamento alimentar transtornado.
Os indivíduos com comportamento ortoréxico se caracterizam por ingerir alimentos que contribuam para o bom funcionamento do organismo e "libertem o corpo e a mente de impurezas" a fim de alcançarem um corpo saudável e maior qualidade de vida. Na busca da "pureza alimentar", esses indivduos podem tornar-se muito seletivos em relação aos alimentos que escolhem e acabam optando por condutas alimentares cada vez mais restritivas e que podem levar à carência de determinados nutrientes, colocando em risco a própria saúde.

Segundo o artigo, o perfil dos indivíduos vulneráveis à ortorexia nervosa é caracterizado por "pessoas meticulosas, organizadas e com exacerbada necessidade de autocuidado ou proteção". Esse grupo inclui mulheres, adolescentes, pessoas adeptas de modismos alimentares e de hábitos alimentares alternativos e também atletas.

Neste trabalho, os autores também fazem uma comparação interessante entre a ortorexia nervosa e os transtornos alimentares mais clássicos. O trabalho levanta uma temática nova e pouco discutida em nutrição fazendo uma revisão dos principais artigos científicos relacionados ao tema e destaca a importância de que os profissionais de saúde estejam atentos e atualizados sobre o ato de comer e suas implicações. O conceito e a adoção de hábitos saudáveis e seguros na alimentação devem estar afastados de atitudes e práticas obsessivas e perfeccionistas, ainda que elas sejam motivadas por um desejo de alcançar a pureza da dieta a qualquer custo, diz a autora.

A prevalência da ortorexia nervosa ainda é desconhecida. As pesquisas disponíveis até o momento foram realizadas em lugares muito diversos (Alemanha, Áustria, Itália, Suécia e Turquia), em amostras pequenas e específicas, de modo que a tradução para nossa realidade deve ser feita de forma muito cuidadosa.


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Influencia da Alimentação no Câncer Colorretal


por Dra. Cristiane Amorim Campos - Nutricionista PB

O câncer colorretal, uma das neoplasias malignas mais frequentes no ocidente, é considerado a quarta causa mais comum de câncer no mundo. No Brasil, ele representa a quinta neoplasia mais diagnosticada e a quarta causa de óbitos.
O desenvolvimento de várias formas de câncer resulta da interação entre fatores endógenos e ambientais, destacando-se a dieta que, quando inadequada, representa cerca de 35% dos diversos tipos de câncer. Outros fatores incluem o etilismo, o tabagismo, a obesidade, a inatividade física e a exposição a determinados agentes viróticos, bacterianos e parasitários, além do contato frequente com algumas substâncias carcinogênicas.
Muitos componentes da alimentação têm sido associados com o processo de desenvolvimento desse tipo de câncer. A dieta e a alimentação são considerados fatores de risco modificáveis, uma vez que os hábitos alimentares podem ser modificados através da adoção de um estilo de vida mais saudável e é essa mudanças na dieta que diminui o risco de desenvolver câncer.
Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, dentre outros.
Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos. Por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar alguns tipos de alimentos, como picles, salsichas e outros embutidos e alguns tipos de enlatados, se transformam em nitrosaminas no estômago. As nitrosaminas, que têm ação carcinogênica potente, são responsáveis pelos altos índices de câncer de estômago observados em populações que consomem alimentos com estas características de forma abundante e frequente. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida.
Adotar um padrão de dieta “anti-câncer” poderá contribuir para a redução das chances de risco para diversos tipos de cânceres como os de cólon, de reto, de próstata, de mama, entre outros correlacionados. Para as pessoas com uma tendência genética para o desenvolvimento de câncer, a adoção de um estilo de vida mais saudável se faz obrigatório e necessário, conforme descrito a seguir:
Quanto mais frutas e vegetais, melhor. Brócolis, espinafre, tomate, melão, laranja, batata doce, cereais, cenoura e tangerina são os campeões no quesito proteção. O Licopeno, um nutriente encontrado no tomate e em outras frutas e vegetais vermelhos, parece ser um produto químico extremamente poderoso contra o câncer de cólon e sua ação aumenta quando cozido.
Os ácidos graxos presentes nas carnes vermelhas aumentam o risco de câncer colorretal. Quanto mais cozida a carne, pior. O peixe é o que oferece o menor risco, e o azeite de oliva parece conferir alguma proteção.
Ainda, recomenda-se reduzir o consumo de carne vermelha para 80 gramas duas vezes por semana, evitando-se carnes processadas, como bacon, salsichas e presunto; diminuir o uso de açúcar; e não ingerir bebidas alcoólicas.
Vale a pena frisar que a alimentação saudável apenas funcionará como fator protetor quando dotada constantemente no decorrer de toda a vida.

Acesse:

1. Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2006: Incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2005.
2.Bin FC. Rastreamento para câncer colorretal. Rev Assoc Med Bras. 2002;48(4):275-96.
3.Garófolo A, Avesani CM, Camargo KG, Barros ME, Silva SRJ, Taddei JAAC, et al. Dieta e câncer: um enfoque epidemiológico. Rev Nutr Campinas. 2004;17(4):491-505
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Áudio Treinamento de Secretária do Lar - Para Nutricionistas


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Disciplina Dieta


DISCIPLINA ALIMENTAR

por Dra. Flavia Francellino - Nutricionista SP

Foi-se a ditadura de comer pouco para pouco engordar. Novos estudos defendem que uma dieta utilizada para o controle de peso deve essencialmente ser composta por um prato cheio. Agora. E sempre. Por um lógico motivo, um prato cheio é um ótimo artifício para se encher os olhos.

Assim sendo, é crucial reforçar a alimentação com alimentos que, sobretudo, contenham uma quantidade considerável de líquidos ou que ainda dependam deste para manter sua funcionalidade. Digo frutas, legumes, verduras e grãos cozidos.
O artifício de aumentar a quantidade de tais alimentos no prato e de ainda se alimentar com um intervalo curto de tempo, diz- se a cada três horas, promove uma saciedade considerada e por consequência, chega- se com menos fome à próxima refeição. Esta ideia tem sido divulgada por uma nutricionista norte americana que recém divulgou seu livro com este assunto, que chegou até à mídia brasileira. Segundo a mesma, o organismo possui sistemas que indicam que você comeu o suficiente e quando deve interromper a alimentação por estar saciado. De fato afirmo: faz parte da fisiologia do controle da fome e saciedade. Esse sistema é encontrado em várias partes do trato gastrointestinal (boca, estômago, intestino...), e está aliado com as sensações que temos graças aos 5 sentidos (6, que seja!). Sim, não há dúvidas: a saciedade começa pelo olhar... Por isso a importância de preferencialmente se alimentar de verduras e legumes antes da refeição/ prato principal.
Além disso, comer mais alimentos nutritivos e em grandes quantidades, além de fornecer minerais e vitaminas imprescritíveis para as funções corporais, obrigatoriamente exige uma mastigação mais minuciosa, o que incentiva ao estímulo do controle da fome e saciedade.
É simples: foi a época de regimes loucos e doentios para provocar o emagrecimento.
Deixo como reforço que o momento da alimentação deve ser prazeroso. Evite se alimentar em frente à TV, pois tal situação é propicia para se perder o controle do que se come e principalmente de quanto se come. Faça a alimentação em ambiente calmo, amigável ou familiar, pois serve até como situação de vigilância!

Se verduras, legumes e verduras forem torturantes na sua alimentação, há várias maneiras de se criar prazer por estes, que são inegavelmente essenciais. Temperos naturais são uma excelente estratégia e frutas acrescentadas em doces, bolos e consumidas em natura como sobremesa também é de grande valia.

Por fim, é essencial o consumo de líquidos (digo água e sucos naturais), pois além de evitar uma possível desidratação, são essências para a vitalidade e para acontecimentos das funções corpóreas.
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V Workshop de Atualização em Nutrição - Nutri Jr. USP


 A Empresa Júnior de Nutrição da USP, Nutri Jr. USP, é uma associação sem fins econômicos, constituída e gerida por estudantes de graduação em Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). Seu propósito é ampliar o conhecimento técnico-científico em nutrição dos graduandos fomentando, também, o desenvolvimento empresarial júnior. 



Atenciosamente,
Equipe Nutri Jr. USP.
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