Iogurte e seu benefícios à saude


por Dra. Fabiana Neumann - Nutricionista RS



O iogurte é na verdade um leite coagulado obtido pela fermentação lática devido à ação das bactérias (Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus) sobre o leite pasteurizado e concentrado, com ou sem adição de leite em pó. Já o leite fermentado é um produto semelhante ao iogurte, mas é obtido pela ação de microorganismos específicos, como Bifidobacterium (bifidus).

O iogurte e o leite fermentado pertencem ao grupo dos laticínios e a sua composição nutricional depende principalmente do tipo de leite que lhes deu origem e dos ingredientes adicionados. Podemos destacar o elevado teor em cálcio, que associado ao conteúdo em vitamina D, apresenta ter melhor assimilação no organismo. Além disso, apresenta um teor moderado de vitaminas do complexo B.

O baixo teor de lactose do iogurte, resultado da sua conversão em ácido láctico durante a fermentação faz com que seja melhor tolerado por pessoas com intolerância à lactose que o leite.

O iogurte e os leites fermentados são alimentos probióticos por possuírem microrganismos vivos e activos que produzem efeitos benéficos no organismo. Estas bactérias povoam o intestino e inibem o desenvolvimento de outros microrganismos prejudiciais, ajudando a prevenir infecções intestinais e a estabelecer o equilíbrio da flora intestinal. Os leites fermentados podem ter ainda outros tipos de microrganismos, como os bifidobactérias (bifidus) e Lactobacillus casei, cujos efeitos passam pela regulação do trânsito intestinal, melhoria das defesas do organismo, ação anticarcinogênica, redução dos niveis de colesterol e trigliceridios, melhora da condição imunológica no idoso e prevenção das infecções urogenitais.

Apesar de todas as pessoas poderem beneficiar-se do consumo de iogurtes e leites fermentados, alguns benefícios particulares podem ser destacados:

Crianças - o iogurte revela-se um alimento importante neste período de crescimento. Fornece proteínas, vitaminas e minerais essenciais ao crescimento dos ossos. Os efeitos das bactérias do iogurte na flora intestinal são também importantes na criança, prevenindo as infecções intestinais e promovendo a recuperação do equilíbrio em casos de diarreia.
Adolescência - num período de grande agitação, o iogurte surge como um alimento de elevado valor nutricional e com uma conveniência inigualável. Além de todos os benefícios para o crescimento, são um complemento essencial para combater os maus hábitos alimentares dos adolescentes.
Idosos - eles tem maiores dificuldades em mastigar e digerir os alimentos, bem como em assimilar os nutrientes. O iogurte é um alimento de digestão e assimilação fáceis que fornece nutrientes importantes que ajudam a evitar as carências nutricionais. Além disso, ajudam a regularizar o trânsito intestinal e a aumentar as defesas do organismo.
Grávidas - o iogurte ajuda a regularizar o trânsito intestinal, prevenindo a obstipação (prisão de ventre), situação recorrente durante a gravidez. Os leites fermentados, em particular, ajudam a aumentar as defesas do organismo contra agressões.
Leia Mais

Alimentos prevenir envelhecimento


por Dra Juliana da Silveira Gonçalves – Nutricionista RS

A saúde da pele está relacionada com alguns fatores externos que atuam na sua integridade. Portanto a ingestão de alimentos antioxidantes atuam para diminuir o efeito dos radicais livres, e podem amenizar o processo de envelhecimento precoce.
Alimentos como açaí (é a fruta com maior capacidade antioxidante), goiaba, tomate, manga e pepino fuincionam tão bem quanto os melhores cremes para garantir uma pele saudável. Para prevenir o envelhecimento precoce, fruto da exposição em excesso ao sol, é preciso ter uma alimentação rica em alimentos com vitamina A, que também age como um autobronzeador.
Para a prevenção de rugas indesejáveis, o ideal é a ingestão de alimentos com vitamina C, pois influenciam na formação de colágeno – que é a estrutura responsável pela estrututa da pele. Incluir gelatina no cardápio também ajuda, além de ser rica em colágeno, auxilia na hidratação dos cabelos, unhas e articulações.
O consumo de soja também é aconselhavél, pois estimula a formação de fibroblastos, células que ajudam a produzir colágeno e elastina.
Outros alimentos que fazem bem a nossa pele, são as uvas e as frutas vermelhas, que são grandes fontes de antocianinas, substâncias estabilizadoras de colágeno. O abacate, apesar de calórico, é rico em licopeno, vitamas A e E, e a sua gordura é saudável.
Alguns alimentos, como: manga, batata doce, cenoura, mamão, damasco, espinafre e algumas algas marinhas, atuam na proteção da membrana das células.
Uma substância que também deixa a pele bonita é o ácido elágico, devido ao seu alto poder antioxidante, suas principais fontes são as frutas vermelhas, como o morando e a framboesa.
Todos os alimentos e líquidos que auxiliam no bom funcionamento do instestino são excelentes para pele. O maior exemplo é a água, que hidrata e limpas todos os nossos tecidos. O mamão é uma ótima fruta, rica em papaína, uma enzima que atua na digestão de proteínas, aumentando assim a disponibilidade de aminoácidos.
O ideal é variar ao máximo as opções de frutas e hortaliças, e ter a ingestão de líquidos acima de 2 litros diários, associado a prática regular de atividade física.
Leia Mais

Informação nutricional dos alimentos


PRA QUÊ?

por Dra. Flavia Francellino - Nutricionista SP

Se tem um assunto que merece atenção é quanto à rotulagem dos alimentos. Creio ser um assunto pertinente e completamente cabível, uma vez que o cenário que vivemos é de transição nutricional: graças ao consumo desenfreado e por vezes errôneo de alimentos calóricos, é de suma que o então consumidor esteja ciente de suas escolhas. E a rotulagem nutricional assim o permite.

A rotulagem nutricional dos alimentos constitui instrumento central no aperfeiçoamento do direito à informação. O acesso à informação fortalece a capacidade de análise e decisão do consumidor. Portanto, essa ferramenta deve ser clara e precisa para que possa auxiliar na escolha de alimentos mais saudáveis.

Para evitar que as informações sejam transmitidas de modo que possibilite o erro é imprescindível o posicionamento e orientação dos Órgãos Regulamentadores. O Codex Alimentarius, órgão mundialmente reconhecido por sua atuação quanto às recomendações e diretrizes publicadas no âmbito de alimentos, influencia diretamente as ações tomadas pelos órgãos governamentais quanto as exigências legais aplicadas a alimentos desde sua elaboração primária até sua comercialização final.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é o órgão nacional responsável pela regulamentação da rotulagem de alimentos e para tal aprovou e publicou Resoluções e Portarias relacionadas a rotulagem de alimentos. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor Brasileiro, sancionado através da Lei n° 8.078 em 11 de setembro de 1990, em seu Artigo 6°, prevê que o consumidor tem direito a informação clara e adequada sobre os produtos adquiridos e também, a proteção contra publicidade enganosa e abusiva.

Assim, compreende- se que a rotulagem nutricional é muito mais do que um ferramenta que influencia de maneira inteligente às escolhas alimentares: é um direito de todos! Como disse deste início, presenciamos uma forte transição nutricional, uma vez que o aumento de peso faz presença no mundo e no Brasil. Sabe-se também que o estilo de vida (lifestyle) é um forte aliado. O fácil acesso à comida rápida ou ainda, a comida de rua, tem feito com que muitos brasileiros optem por fazer sua refeição fora de seus lares (food service). Então surge o acesso às informações nutricionais para trazer consciência e o pesar às decisões diante das refeições.

A título de curiosidade, a Unilever Food Solutions em parceria com a agência de pesquisa Brainjuice, elaborou uma pesquisa com consumidores dos Estados Unidos, Reino Unido, China, Alemanha, Rússia, Brasil e Turquia para comparar os gostos e a mudança do comportamento no mercado da indústria de alimentos. A constatação mais importante do estudo foi que grande parte da população optaria por escolhas mais saudáveis se tivessem acesso às informações nutricionais nos estabelecimentos. Em todos os países entrevistados, foi detectada a vontade de acesso a mais informações como origem dos alimentos, modo de preparo e valor calórico. No Brasil, 91% dos entrevistados se preocupam com a saudabilidade da comida ingerida em restaurantes, cantinas e lanchonetes e 84% dos brasileiros consideram que este tipo de informação dita como nutricional irá influenciar na sua escolha por itens saudáveis.

O tema ganhou destaque no país e no final de 2010, o Ministério Púbico de Minas Gerais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) e Associação Brasileira de Franchising (ABF) fizeram uma parceria para a criação de um “termo de ajustamento de conduta”, onde os participantes se comprometiam a informar, em local visível, dados como valor energético e quantidade de carboidratos, proteínas, gorduras e sódio de cada alimento que vendiam, de forma voluntária. Com esta ação quase 5 mil empresas começaram a disponibilizar estes dado, dentre elas, 60 das maiores redes de fast food do país.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que obriga bares, restaurantes e lanchonetes a incluir no cardápio os valores calóricos das refeições. O mesmo foi elaborado pelo Deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). A principal argumentação do político é que o consumidor diversas vezes opta por alimentos calóricos por falta de informação, como apontou a pesquisa. Se aprovada, a lei se apoiará nas punições previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) para punir os estabelecimentos que não cumprirem a regra, podendo acarretar multa, suspensão de fornecimento de produto, cassação da licença de funcionamento, entre outras.

Por fim, deixo como curiosidade como outros países se portam ante este direito que, antes de pertencer ao consumidor, pertence ao direito humano a todos a uma alimentação equilibrada e de qualidade. Na Australia, é visto visivelmente (com letras que permitem até os mais míopes enxergarem com nitidez!) a informação nutricional dos alimentos em redes de fast foods. Outra particularidade, desta vez, na lei neozelandesa que merece destaque é que o fabricante informa e se responsabiliza pela data após a qual o alimento poderá causar danos à saúde do consumidor (use-by date) ou data após a qual o alimento poderá sofrer alterações específicas de qualidade (bestbefore date), o que revela implicitamente o conhecimento profundo do alimento por parte do fabricante. É pertinente ressaltar que a venda de produtos com use-by date expirada é proibida, provocando contraste quando comparado ao cenário brasileiro, onde é comum encontrar alimentos com a data de validade ultrapassada ainda disponível para comercialização. Também temos a Índia que regulamentou identificação para o público vegetariano, a fim de tornar as informações das embalagens mais transparentes ao público.

Concluindo, sabe- se que tais informações podem ajudar na decisão se um alimento ou bebida se encaixa no plano alimentar ou é apropriado para certas condições de saúde, como pressão alta ou colesterol alto. Ele também permite comparar produtos semelhantes para ver qual deles poderia ser uma escolha mais saudável. Afirma- se então que a informação nutricional pode ser considerada uma forte aliada para o planejamento de uma dieta saudável e equilibrada.

Fontes
Food Service News
Mayoclinic - Nutrition Facts: An interactive guide to food labels
American Healthy Association - Reading Food Nutrition Labels
Manual de orientação aos consumidores Educação para o Consumo Saudável - Anvisa
Tecnologia para competitividade industrial - Avaliação da legislação aplicada a rotulagem de alimentos embalados no Brasil e na Nova Zelândia
Greens News: Índia & Produtos Vegetarianos
Leia Mais

Dieta Acne espinhas



por Dra. Cristiane Tecchio Nutricionista MG


Acne é uma doença inflamatória da pele, trazendo um efeito negativo á auto imagem e ao padrão de beleza. A sua frequência é maior na adolescência, quando o nível elevado de hormônios sexuais causa o aumento da secreção de sebo pelas glândulas sebáceas, provocando o aparecimento de espinhas, bolhas e pontos negros (cravos) principalmente no rosto, costas, peito e ombros. Adolescentes com acne podem julgar-se com menor valor que seus pares. A acne grave pode causar desfiguração, cicatrizes e manchas na pele, agravando os problemas emocionais e de relacionamento já presente nesta fase.

Veja alguns nutrientes importantes e suas funções na prevenção e tratamento
da acne:

Vitamina A - diminui a produção de sebo. A melhor fonte de vitamina A são os
alimentos ricos em betacaroteno. São eles: cenoura, abóbora, mamão, batata-
doce, caqui, manga, agrião, brócolis, espinafre, salsinha, etc.

Vitamina C - antioxidante e antiinflamatória. São fontes de Vitamina C: acerola,
abacaxi, laranja, limão, morango, goiaba, limão, pimentão, etc.

Vitamina B2 - controla a oleosidade da pele. Encontra-se vitamina B2 nos
seguintes alimentos: leite, carnes, ovos, fígado, lêvedo de cerveja, espinafre.

Vitamina B6 - regula o metabolismo hormonal. Carnes de boi e porco, fígado,
cereais integrais, batata, banana são fontes de vitamina B6.

Fibras - promovem um bom trabalho intestinal, eliminam toxinas. Fontes
de fibras: verduras, legumes, frutas, alimentos integrais, aveia, semente de
linhaça, etc.

Cálcio, fósforo e magnésio - mantêm o equilíbrio do sangue. Suas fontes
principais são: leite e derivados, vegetais de folha verde escura, leguminosas,
etc.

Zinco - cicatrização e regeneração de tecidos. Fontes: ovo, cereais integrais,
gérmen de trigo, etc.

Chá verde - antioxidante, repele as bactérias que causam as espinhas e reduz
a inflamação (podem ser feitas compressas de chá verde gelado em cima da
lesão).

É importante evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e
açúcares.

Outra dica muito importante: não se esquecer de beber bastante água.

Ter uma alimentação saudável e balanceada influencia bastante no tratamento
da acne.
Leia Mais

Diet ou Light nutricionista responde




por Dra. Mariana Fantini – Nutricionista SP

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (Abiad), hoje mais de 35% dos brasileiros consomem produtos diet e light. E essa porcentagem só vem crescendo com o passar dos anos.
            O termo diet define alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes, como carboidrato, gordura, proteína ou sódio. Os exemplos que podem ser citados são os iogurtes com 0% de gordura, chocolates com 0% de açúcar, entre outros.
         
   Os consumidores de produtos diet necessitam de algum tipo de restrição na dieta. Exemplo: diabéticos (açúcar), hipertensos (sal), celíacos (glúten), etc.
            Mas as pessoas têm certa ilusão com relação às calorias desses produtos, pois acham que a restrição de nutriente equivale a diminuição de calorias. Não se engane o chocolate diet não tem açúcar, porém geralmente, os fabricantes colocam maior quantidade de gordura para aumentar a palatabilidade e, consequentemente, as calorias se igualam ao produto regular.
            Portanto, tenha cuidado se você quiser emagrecer. Os produtos diet são uma verdadeira armadilha nesse caso.
            No caso das geléias diet, os diabéticos devem ter cuidado com a quantidade a ser consumida, pois apesar de não haver adição de açúcar refinado a frutose (açúcar das frutas) está presente e pode alterar a glicemia também.
            Os produtos que tem em sua embalagem a palavra Zero também podem ser considerados diet porque não há diferença em sua fórmula. As empresas criaram esse termo para ampliar o perfil do público que o consome, ou seja, aqueles que não se identificam com o diet nem o light, como adolescentes e adultos do sexo masculino.
            Já o termo light é utilizado para produtos que contenham redução de 25% de calorias ou algum nutriente, comparado ao produto convencional. Geralmente, esses alimentos são recomendados em dietas para perda de peso.
            Pessoas portadoras de fenilcetonúria (doença genética que faz o aminoácido fenilalanina se acumular no sangue) não devem consumir produtos light que contenham adoçante aspartame.
            Os alimentos light têm ainda um teor elevado de sódio, sendo contra-indicado para hipertensos.
            Já os refrigerantes light podem ser considerados diet e consumidos por diabéticos porque não tem açúcar em sua composição.
            Com relação aos adoçantes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se faça um rodízio de suas variedades para que não se acumule uma determinada substância no organismo. Há alguns estudos sobre adoçantes, mas não há comprovação de que não se tenha prejuízos com o consumo em longo prazo.
O sal light, cada vez mais popular, é recomendado para hipertensos, pessoas que costumam reter líquidos em seus organismos e para prevenção. Porém, pessoas com problemas renais devem ter cuidados ao consumi-lo. Apesar disso, a vantagem é que o potássio presente em sua fórmula pode ajudar a diminuir a pressão arterial.
O cuidado que devemos ter ao consumir o sal light é que ele salga menos e ficamos propensos a colocar maior quantidade dele nas preparações.
Alguns produtos como queijos amarelos e maionese continuam gordurosos mesmo com a redução da gordura, portanto, é melhor consumir com moderação e escolher um queijo branco, por exemplo.
            Vale ressaltar a importância de se ter cuidado ao consumir alimentos light. Apesar de, geralmente, seu valor calórico ser menor que o produto original não adianta consumir em excesso porque resultará em uma quantidade igual ou maior de calorias do que quando consumido o produto convencional com moderação.
            Algumas vezes é mais saudável optar por produtos com redução de nutrientes como, por exemplo, trocar o leite integral pelo desnatado ou semi desnatado e seus derivados por opções mais pobres em gordura. Também podemos optar pela margarina combinada com pão integral. As formas mais saudáveis de chocolate comercializadas são a meio-amarga e com 75% ou mais de cacau.
            Mas o mais importante é que nós, consumidores, devemos aprender a ler as informações nutricionais nas embalagens com muita atenção e comparar os produtos light e diet com os convencionais para saber qual melhor se encaixa nas nossas necessidades individuais.
            Afinal, atenção ao adquirir um produto é obrigação de nós consumidores.
Leia Mais

Estresse e Alimentação


por Dra. Mariana Fantini – Nutricionista SP

Combata a depressão, a ansiedade e o stress com alimentação

Hoje a sociedade exige demais de homens e mulheres que, muitas vezes, sentem os efeitos de toda essa pressão. Mas você pode amenizar esses efeitos através de nossas dicas. Abaixo você verá uma lista com alguns alimentos e suas funções:

Folhas verdes: As substâncias lactucina e lactupicrina atuam como calmantes naturais amenizam a irritação. O folato presente nas folhas ajuda a melhorar sintomas de depressão. O consumo recomendado é de 3 a 5 porções diárias.
Espinafre e brócolis: previnem a depressão. O potássio e ácido fólico ajudam as células a funcionar; o magnésio, o fosfato e às vitaminas A e C e Complexo B garantem o funcionamento do sistema nervoso. 
Leite e iogurte desnatado: O cálcio elimina a tensão e depressão. O consumo recomendado é de 2 a 3 copos por dia.
Peixes, frutos do mar e carnes magras: por causa do zinco e do selênio que agem diretamente no cérebro diminuem o cansaço e a ansiedade. O triptofano que ajuda a produzir serotonina, agente do bom humor, é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite e relaxar. Consuma de 1 a 2 porções por dia.
Laranja e maçã: relaxam a musculatura do corpo e ajudam a combater o estresse e a fadiga por causa da vitamina C.
Maracujá: suas folhas são calmantes. Agem como analgésicos e relaxantes musculares. 
Melancia, abacate, mamão, banana, limão e mel: são ricas em triptofano que ajuda a produzir serotonina. A serotonina é conhecida como o agente do bom humor, prazer e bem-estar. O consumo recomendado é de 3 a 5 porções por dia. É bom consumir pequenas porções de banana ou abacate (puro sem açúcar ou adoçante) antes de dormir para ter um sono tranquilo. Duas colheres de sopa de mel ao dia são o suficiente.
Castanha-do-Brasil, nozes e amêndoas: ajuda a diminuir o estresse. 2 a 3 unidades ao dia de castanha, 5 unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas já fornece a quantia diária de selênio recomendada. Ou você pode fazer um mix de todas elas.
Ovos: rico em vitaminas do complexo B, ajuda no bom humor. Pessoas com colesterol alto devem ter cuidado, principalmente, com a opção frita. Uma unidade de 2 a 3 vezes por semana  é o suficiente.
Aveia e centeio: Melhoram o funcionamento do intestino e combatem a ansiedade e a depressão porque são ricos em vitaminas E e do complexo B. Recomenda-se o consumo de 2 a 3 colheres de sopa por dia, pelo menos.
Soja: O magnésio aumenta os níveis de energia, evita a fadiga, combate o stress e tem propriedades calmantes.
            Lembrando que essas são apenas dicas e a alimentação não substitui a orientação e o tratamento do seu médico. Para complementar seu tratamento com uma alimentação saudável e individualizada procure um nutricionista.
Leia Mais

O que é Nutrigenômica?


Dra. Viviane Souza Silva - Nutricionista SP


A nutrigenômica é o estudo da interação dos componentes da dieta com o genoma, e as possíveis alterações que esses possam causar na expressão gênica, estrutura e função das proteínas e outros metabólitos.
O objetivo do estudo é caracterizar um fenótipo saudável, tornando possível a distinção entre a condição saudável do predisposto a adquirir alguma doença, através disso, intervir com dietas específicas ao estado gênico do indivíduo.
Com dietas personalizadas, baseadas no genótipo, a ciência visa a promoção da saúde e a redução de doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, as cardiovasculares, o diabetes, entre outras. Desta maneira, cada pessoa receberia uma orientação individualizada de acordo com suas necessidades fisiológicas.
 A nutrigenômica vem sendo cada vez mais discutida, porém ainda há controvérsia entre os estudiosos, devida a pouca tecnologia padronizada para tal análise, além de existirem limitações quanto à distinção do grau de benefício ou malefício ocasionado por meio da dieta.
 Apesar de todos os pós e contras, acredita-se que futuramente haverá pesquisas que forneçam informações suficientes para agregar inovações no ramo de intervenções nutricionais de acordo com constituição genética individual.

Obs.:
Genoma: é toda a informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.
Fenótipo: características observáveis.
Genótipo: conjunto dos genes de um indivíduo.

Referências Bibliográficas

CONTI, F. Nutrigenômica: os nutrientes influenciando os genes e os genes influenciando os nutrientes. Disponível em:

RG NUTRI. Nutrigenômica x Nutrição. Disponível em:

ALVES, I. Nutrigenômica: uma dieta só para você. Disponível em:
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/82/artigo161037-1.asp.  Acesso em: 09/04/2012

BIANCOVILLI, P. Nutrigenômica: o perfil já pode guias sua alimentação.  Disponível em: http://www.olharvital.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=106&codigo=4. Acesso em 08/04/2012

Leia Mais

Significado da Cor da Urina



Tabela de Coloração da Urina


por Dra Gabrieli Comachio – Nutricionista MT


A urina apresenta um odor característico que é causado pela presença de uréia. Quanto maior for a concentração desta, mais forte será seu odor. Na grande maioria dos casos, uma urina fétida indica uma urina pouco diluída. Em geral é uma urina com cor amarelo forte.

O primeiro passo portanto, é aumentar a ingestão de líquidos. Não existe um número mágico. Por isso o correto é
 beber líquidos até a urina ficar transparente, que é a coloração adequada para saúde.

Às vezes, são necessários até 3L de água por dia, porém a média é 2L por dia. Além de melhorar o odor, uma urina diluída impede a formação de cálculos renais.

Se a urina já está bem diluída e ainda tem um odor fétido, deve-se pensar na presença de bactérias que costumam metabolizar a uréia em amônia, substância que apresenta odor muito mais forte. Deve-se diferenciar a simples presença de bactérias na urina da infecção urinária. Se houver sintomas como ardência e vontade de urinar o tempo todo, mesmo com a bexiga vazia, indica-se o tratamento com antibióticos.

Além da infecção urinária, algumas uretrites como nas DSTs, também podem ser a causa. Mulheres costumam ser menos sintomáticas e uma urina mal cheirosa pode ser a dica para o diagnóstico. Homens costumam apresentar saída de pus pela uretra.

Nas mulheres é preciso ter certeza que o odor é da urina e não de corrimentos vaginais. Uma consulta ao ginecologista pode descartar infecções vaginais e uretrites.

Se o problema também não for bactérias, existem medicamentos e alimentos que podem alterar o cheiro da urina. O principal é o aspargo. Vitaminas também podem causar odor. Alguns antibióticos, principalmente da família da penicilina podem ser responsáveis. Mudanças na dieta podem melhorar o cheiro.

Diabetes pode causar urina mal cheirosa, mas em geral já apresenta outros sintomas associados como perda de peso, fraqueza, sede, muita urina (poliúria) etc... Dificilmente a urina com cheiro ruim é o único achado.

Em pessoas mais velhas, câncer de bexiga e fístula (ligação) da bexiga para o intestino podem ser a causa. O primeiro normalmente está associado a hematúria (perda de sangue na urina) e o segundo a um sintoma chamado pneumatúria, que é a saída de gases do intestino pela urina. São sintomas raros e não devem ser pensados em pessoas jovens.

Algumas doenças genéticas raras como fenilcetonúria também dão cheiro forte, mas são doenças de neonatos.

Se o odor for algo que incomoda muito, sugiro uma consulta ao urologista ou ginecologista para elucidação do quadro.
Leia Mais

ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

ARQUIVO