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Dica de Nutricionista

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sábado, 04 de junho de 2016 | Enviado por: Fabrício Gomes dos Santos

Comportamento alimentar, transtorno alimentar, imagem corporal e distorção da auto-imagem (Nutricionista Fabrício Gomes)

COMPORTAMENTO ALIMENTAR: Processo que envolve mecanismos internos (fisiológicos e psicológicos) e externos (ambientais) que culminam na criação de um padrão alimentar individual ou coletivo (cultural). Relaciona-se, no entanto, com os tipos de alimentos consumidos e com a quantidade e qualidade dos mesmos (hábito alimentar). É importante salientar que o mecanismo externo (ambiental) é representado, principalmente, pelas informações nutricionais obtidas pelo indivíduo, ou seja: a partir do momento em que conhecemos as características de determinado alimento, conseguimos filtrar informações e, consequentemente, manipular nosso comportamento de ingestão (eu consumo ou não consumo? Eis a questão!) (AGUIAR; AGUIAR; GUEDES, 2013).


TRANSTORNO ALIMENTAR: Segundo RIBEIRO & SANTOS (2013), "é um quadro patológico caracterizado por graves alterações do comportamento alimentar". Tendo em vista os prejuízos biológicos e psicológicos, pode associar-se ao aumento de morbimortalidade (doença seguida por morte), afetando, principalmente, adolescentes e adultos do sexo feminino.

IMAGEM CORPORAL: Tendo em vista o exposto por FUKAMACHI et al. (2010) e LAUS et al. (2013), Paul Schilder - Neurologista, Fisiologista e Psiquiatra - em 1935, definiu o conceito de imagem corporal como sendo "a figuração de nosso corpo formada em nossa mente, ou seja, o modo pelo qual o corpo se apresenta para nós". Já em 1981, Paul Schilder definiu a imagem corporal como "uma entidade psicológica e fisiológica indissociável, sendo o resultado, em maior parte, da experiência vivida através do contato com o meio, sofrendo, então, influências de bases fisiológicas, psicológicas e sociais". Considerando-se a abordagem cognitivo-comportamental, a imagem corporal é determinada pela "relação entre o comportamento do indivíduo com eventos ambientais, processos cognitivos, afetivos e físicos".

Atualmente, observa-se uma imposição avassaladora, pela sociedade, de um modelo de beleza distorcido considerando um corpo magro. Entretanto, magreza não é sinônimo de saúde e cada indivíduo é único e merece ser tratado como tal. Com isso, cresce o número de indivíduos que se submetem à modificação do comportamento alimentar para controle do peso corporal, ao excesso de exercícios físicos e ao uso indiscriminado de laxantes, diuréticos e drogas anorexígenas. Tais atitudes culminam no surgimento dos TRANSTORNOS ALIMENTARES (OLIVEIRA et al., 2003).

DISTORÇÃO DA AUTO-IMAGEM: Refere-se à visão distorcida que a pessoa tem de si mesma, de seu corpo, o que a faz usar-se de técnicas inadequadas para reverter a situação (vide final do segundo parágrafo do item anterior). É importante frisar que sua ocorrência não é saudável, pois o indivíduo se enxerga fora dos padrões da sociedade e, como o nome já diz, sua visão é distorcida da realidade. Tal fato pode surgir no momento em que o corpo humano sofre alterações fisiológicas na adolescência (desorganização). Essas mudanças afetam o inconsciente, o desenvolvimento de seus interesses, seus comportamentos sociais e a qualidade de sua vida afetiva. É aí que os adolescentes (principalmente do sexo feminino) percebem que tais modificações acontecem independentemente de sua vontade e que, assim, precisam aprender a conviver com isso. Contudo, tal acontecimento pode gerar, consequentemente, estados de despersonalização e angústia (FUKAMACHI et al., 2010).

MAS, AFINAL, O QUE TODOS ESSES CONCEITOS TÊM EM COMUM???


O COMPORTAMENTO ALIMENTAR é formado desde a infância, com a oferta de alimentos proveniente dos responsáveis legais da criança (cuidadores), ou seja, está intimamente relacionado com o HÁBITO ALIMENTAR (como já informado). Com o passar dos anos, chegando na puberdade (e como já citado acima), ocorrem as mudanças corporais inerentes do período, o que podem ocasionar frustrações psicológicas no adolescente, fazendo-o modificar sua visão sobre sua IMAGEM CORPORAL (que antes era uma) e levando-o a desenvolver uma DISTORÇÃO DA AUTO-IMAGEM que, consequentemente, pode gerar algum TRANSTORNO ALIMENTAR. Mas, além destas mudanças, outros fatores podem influenciar a distorção da auto-imagem, a saber: bullying; convívio social; percepção distorcida da realidade; ambiente de trabalho; ambiente familiar, insatisfações diversas etc. 

Contudo, é de suma importância que a pessoa seja acompanhada por profissionais devidamente habilitados (Nutricionista, Psicólogo Clínico, Psicólogo com formação em Terapia Familiar e/ou em Terapia Cognitivo-Comportamental, Psiquiatra, Endocrinologista e outros profissionais importantes de acordo com cada caso). O apoio familiar é fundamental. Muitas vezes, esses problemas com a alimentação partem dos próprios cuidadores daquele indivíduo. O que quero dizer é que, em muitos casos de Bulimia e Anorexia desencadeadas em meninas, por exemplo, o problema parte de suas mães. Então, esse assunto torna-se bem mais complexo e delicado do que se pode imaginar.


"MENS SANA IN CORPORE SANO" - "UMA MENTE SÃ NUM CORPO SÃO". Pode ser difícil, mas não é impossível.


REFERÊNCIAS

AGUIAR, C. J. R. A. de; AGUIAR, M. J. L. de; GUEDES, R. C. A. Bases neurofisiológicas e neuroquímicas do comportamento alimentar. Psicobiologia do comportamento alimentar. Rubio: 227p., 2013.

FUKAMACHI, K. H. et al. Percepção da autoimagem corporal de adolescentes modelos: dois estudos de caso. Psicólogo inFormação. 14(4):80-101, jan./dez., 2010.

LAUS, M. F. et al. A influência da imagem corporal no comportamento alimentar. In: ALMEIDA et al. Psicobiologia do comportamento alimentar. Rubio: 227p., 2013.

OLIVEIRA, F. P. de. Comportamento alimentar e imagem corporal em atletas. Rev Bras Med Esporte. 9(6):348-356 , nov./dez., 2003.

RIBEIRO, R. S. P.; SANTOS, M. A. de. Transtornos Alimentares: evidências clínicas e científicas. In: ALMEIDA et al. Psicobiologia do comportamento alimentar. Rubio: 227p., 2013.




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