Para uma vida Saudável!


    Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/dicasden/public_html/postagem.php on line 90

    Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/dicasden/public_html/postagem.php on line 111

Dica de Nutricionista

>> Ver Postagens Antigas
segunda, 20 de junho de 2016

Dicas de Nutrição - Doenças Hepáticas

O fígado é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. Funciona tanto como glândula endócrina, quanto glândula exócrina. Pesa aproximadamente 1,3 – 1,5 kg em um homem adulto e um pouco menos na mulher. Em crianças constitui cerca de 1/20 do peso de um recém-nascido. Entre algumas funções do fígado podemos citar: produção de bile, síntese de colesterol, conversão da amônia em ureia, desintoxicação do organismo, síntese de albumina, entre outras.

Esta página tem caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade.

Procure sempre por um Médico e/ou Nutricionista para te orientar, pois os atendimentos devem ser individualizados!

Por: Tamires F. Hernandorena - Aluna do curso de Nutrição 

 

De modo geral, o termo hepatopatia ou hepatopatia crônica são usados como sinônimos para descrever a presença de doença crônica no fígado.

O fígado é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. Funciona tanto como glândula endócrina, quanto glândula exócrina. Pesa aproximadamente 1,3 – 1,5 kg em um homem adulto e um pouco menos na mulher. Em crianças constitui cerca de 1/20 do peso de um recém-nascido. Entre algumas funções do fígado podemos citar: produção de bile, síntese de colesterol, conversão da amônia em ureia, desintoxicação do organismo, síntese de albumina, entre outras.

Elas geralmente são classificadas em duas categorias: hepatocelular, como a hepatite viral ou a doença hepática alcoólica onde inflamação e necrose predominam como dano celular e colestática, como a colelitíase, obstrução maligna, cirrose biliar primária e doenças induzidas por fármacos, nesta categoria sobressai a inibição do fluxo biliar.

Sintomas:

Incluem icterícia, fadiga, prurido, dor no quadrante superior direito,

  

distensão abdominal e hemorragia digestiva. Frequentemente, porém, muitos pacientes que têm diagnóstico de hepatopatia não possuem sintomas. As anormalidades aparecem nos exames bioquímicos hepáticos como parte de um exame de rotina ou na triagem para doação de sangue.

A constatação de ascite, perda de peso, equimoses, edema, veias abdominais dilatadas, hálito hepático, asterixe, encefalopatia e coma são comemorativos presentes em maior ou menor grau nas doenças hepáticas.

Causas:

As causas mais comuns de doença hepática aguda são:

·       Hepatite viral, (particularmente hepatite A, B e C), 

·       Lesão hepática induzida por fármacos,

·       Colangite (inflamação de um ou mais canais biliares)

·       Doença hepática alcoólica.

 

As causas mais comuns de doença hepática crônica na ordem geral de frequência são: 

·       Hepatite C crônica,

·       Doença hepática alcoólica, 

·       esteato-hepatite não alcoólica,

·       Hepatite B crônica, 

·       Doença auto-imune,

·       colangite esclerosante,

·       Cirrose biliar primária,

·       Hemocromatose (distúrbio metabólico caracterizado pelo bronzeamento da pele em decorrência da deposição, nos tecidos, de pigmentos que contêm ferro);

·       Doença de Wilson (distúrbio geneticamente determinado do metabolismo do mineral cobre).

 

Diagnóstico:

Nos exames por imagem encontram-se:

1.  Ultrassonografia: alterações estruturais do fígado e baço, ascite, dilatação das veias do sistema porta;

2.  Tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética abdominal: alterações dependentes da doença primária;

3.  Endoscopia digestiva alta: presença de varizes esofagianas e de gastropatia hipertensiva;

4.  Cintilografia hepática:  redução da captação  hepática,  forma  heterogênea,  com  aumento  da captação esplênica e na medula óssea. 

Quadro laboratorial:

Alterações hematológicas, Pancitopenia (diminuição do número de todos os elementos figurados do sangue (hemácias, leucócitos, plaquetas); anemia, leucopenia e trombocitopenia; Distúrbios da coagulação: hipoprotrombinemia e queda dos fatores da coagulação (V, VII, fibrinogênio).1

Alterações bioquímicas:

Hipoglicemia predominante; Hipocolesterolemia; e Hiponatremia; Testes de função hepática alterados: Retenção de bilirrubinas; Transaminases elevadas; Fosfatase alcalina e gama-GT elevadas; Albumina reduzida.

 

Tipos mais comuns de Hepatopatias:

·       Doença hepática gordurosa não alcoólica: Acúmulo de gordura no fígado nos indivíduos que consumem pouco ou nada de álcool.

·       Hepatite C: Infecção causada por um vírus que ataca o fígado e causa inflamação.

·       Hepatite B: Grave infecção do fígado causada pelo vírus da hepatite B, de fácil prevenção por meio de vacina.

·       Cirrose: Dano crônico no fígado devido a diversas causas que levam à fibrose e falência hepática. 

·       Hepatite alcoólica: Inflamação do fígado causada pelo consumo excessivo de álcool.

·       Hepatite A: Infecção do fígado altamente contagiosa, causada pelo vírus da hepatite A.

·       Hemocromatose

·       Ascite: é o acúmulo de líquido no interior da cavidade abdominal. Ela ocorre mais comumente na cirrose, especialmente na cirrose alcoólica. A ascite também pode ocorrer em doenças não hepáticas como, por exemplo, o câncer, a insuficiência cardíaca, a insuficiência renal e a tuberculose. O acúmulo de um grande volume pode causar distensão e desconforto abdominais, assim como dificuldade respiratória. O tratamento básico da ascite é o repouso ao leito e a dieta sem sal, normalmente combinados com a administração de drogas diuréticas. Quando a ascite produz dificuldade respiratória ou para se alimentar, pode ser realizada a remoção do líquido através de um procedimento denominado paracentese terapêutica. 

 

Dicas de Nutrição:

- Suplementação de Vitaminas do complexo B

- Restrição de Sal em caso de retenção de líquidos

- Ingestão de alimentos contendo hidrato de carbono

- A dieta conter quantidades significativas de proteínas

- Suplementação de minerais

- Evitar álcool

- Evitar alimentos industrializados

- Evitar frituras

- Dar preferência a carnes magras

- Ingerir aproximadamente 2L de água diariamente

- Moderação no uso de chá verde

- Moderação no uso de alimentos com alta concentração de cafeína

- Alimentos benéficos: ameixa, maça, nabo, alcachofra, grãos integrais, oleaginosas entre outros.

- Evidências científicas demonstraram que pacientes com cirrose hepática e encefalopatia são beneficiados com a utilização de dietas normo (30 kcal/kg de peso/dia) ou hiperproteicas (1,2 g de proteína/kg de peso/ dia) modificadas, com aumento da ingestão de proteínas lácteas (leite, iogurtes, queijos e requeijão cremoso) e proteínas vegetais, como soja, feijões e grão-debico.

- A suplementação com AACR (aminoácidos de cadeia ramificada) demonstram efeitos benéficos, como melhora do perfil metabólico de aminoácidos, do estado nutricional, da qualidade de vida, redução do catabolismo proteico, normalização do quociente respiratório e melhora clínica da encefalopatia hepática.

- Indivíduos com doenças hepáticas podem apresentar problemas ósseos por deficiência na absorção da vitamina D, sendo recomendada uma alimentação que aumente a absorção da vitamina D. A vitamina D e encontrada em produtos fortificados como leite, leite de soja e cereais.

- Pacientes com cirrose podem ter vários graus de desequilíbrio na microbiota intestinal, o uso de prebióticos, probióticos e simbióticos estão indicados na prevenção e no tratamento da encefalopatia hepática. O uso de simbióticos, inclusive, apresenta resultados mais consistentes.

- Ingestão excessiva de alimentos leva ao acúmulo de lipídios no fígado, e os ácidos graxos livres comumente associados à resistência insulínica são considerados principais agentes no desenvolvimento da NASH (esteatohepatite não-alcoólica). Por isso a perda de peso reduz não só a quantidade de gordura no fígado, mas também pode melhorar a inflamação e a fibrose na NASH. Por isso o consumo de gorduras deve ser moderado.

- A suplementação oral com um grama de óleo de peixe (Ômega 3), diariamente em pacientes com DHGNA (doença hepática gordurosa não álcoolica), por um ano, reduziu significativamente a concentração plasmática de triglicerídeos, das enzimas hepáticas, da glicemia de jejum e do grau de esteatose hepática.

Sugestão de Cardápio

1.- Café da manhã

a) Uma xícara de café ou café com leite de soja (150ml-200ml) adoçado com adoçante Stevia
b) Uma fátia de pão integral
c) Pode passar geléia no pão
c) Três claras de ovo (cozidas).
d) 50 gramas de queijo branco
e) Um copo de suco de frutas (100ml)
f) Uma unidade de fruta

2.- Almoço

a) Três colheres de sopa de arroz branco ou integral. Temperado normalmente (alho, cebola, azeite de oliva);
b) 300 gramas de filé de peixe ou 200 gramas de frango, Temperar com sal (0,5gr). Grelhar ou assar. O frango ou peixe pode ser cozido com batata, abóbora ou chuchu.
c) Uma concha média de feijão cozido com caldo (branco, preto, marrom);
d) Salada de verduras ou legumes (cozida ou semi-cozida). Usar oléo de oliva e um pouco de limão para temperar.
e) Evitar ingerir líquidos durante as refeições
A sobremesa pode ser baseada em frutas (uma unidade) ou gelatina

3. Lanche ou merenda da tarde
a) Uma xícara de café preto
b) Uma fruta ou mix de oleaginosas
c) Quatro castanhas do Pará (pode ser comida inteira, ralada ou batida no liquidificador com um pouco de água ou leite de soja)

4. Jantar
a) Sopa de verduras (200 ml) ou
b) Salada de verduras ou
c) Duas frutas
d) Pode ser feito o mesmo cardápio do almoço ou modificado de acordo com o gosto do paciente

(Fonte: José Carlos Ferraz da Fonseca – Médico especialista em Doenças do Fígado (Hepatologia).

 

Referências bibliográficas:

·       Manual de Perícia médica do Ministério da Saúde II edição;

 

·       Torello, Giovanni. Psiquiatria na parte médica – Hepatopatias e sintomas. 2016

http://www.polbr.med.br/ano13/prat0813.php

·       Disponível em: http://www.luizmotivador.com.br/materia/saude/9019/Hepatopatias+(Doen%C3%A7as+do+f%C3%ADgado) (06/06/2016)

 

·       Disponível em: http://www.farmaciasaude.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=151:dieta-para-doenca-hepatica&catid=51:nutricao&Itemid=222 (06/06/2016)

 

·       Disponível em: http://hepato.com/p_tratamentos_alternativos/015_alternat_port.php (06/06/2016)

 

·       Projeto Diretrizes – Terapia Nutricional nas Doenças Hepáticas Crônicas e Insuficiência Hepática (2011).

 

·       Disponível em: http://drjcfonsecaeofigado.blogspot.com.br/2009/01/dieta-para-pacientes-com-cirrose.html (06/06/2016)

 

 

 




So Nutri © 2013 Todos direitos reservados | Termos de uso