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quarta, 22 de junho de 2016

Dicas de Nutrição - RINOSSINUSITE

Por Carla Künzel - Estudante de Nutrição FASIPE MT

Supervisão: Gabrieli Comachio - Nutricionsta e Profa. Disciplina de Nutrição Clínica Adulto e Idoso.

 

 

O que é?

Trata-se de uma inflamação da mucosa que envolve os seios da face, que são as cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, das maçãs do rosto e dos olhos. Há um fluxo contínuo de secreção ali, que ajuda a eliminar organismos estranhos, causadores de possíveis problemas para o corpo. Quando esse processo é interrompido – por alterações anatômicas, infecções e alergias, por exemplo –, vírus, bactérias ou fungos conseguem se concentrar no local e se multiplicar com maior facilidade. Torna-se necessária uma classificação das rinossinusites para que haja melhor intercomunicação e uniformidade de conduta entre os otorrinolaringologistas e outros especialistas, como os clínicos gerais, pneumologistas e alergistas, que também atendem o paciente portador de rinossinusite.

 

Classificação:

Como a mucosa reveste os seios da face por completo, a inflamação se manifesta em diversos pontos. Pode ser frontal (na testa), maxilar (maçãs do rosto), etmoidal (entre o globo ocular e o nariz), esfenoidal (lateral ou no vértice da cabeça) ou pansinusite, que compromete todas as cavidades. Na hora de tratar, no entanto, o mais importante é saber o agente causador. Uma sinusite disparada por vírus evolui como uma gripe e melhora em aproximadamente uma semana. Quando o gatilho são as bactérias, ela pode ser classificada como aguda, com sintomas que duram até 14 dias, ou crônica, quando a crise persiste por mais tempo. Os tipos virais e bacterianos agudo são os mais recorrentes durante a infância. Há ainda a possibilidade de uma inflamação por fungos, mais freqüente em adolescentes e adultos – ela pode causar complicações e, em alguns casos, exige intervenção cirúrgica para desobstruir a cavidade nasal.

A rinossinusite é classificada principalmente de acordo com sua duração.

AGUDA: menor que 4 semanas. Os sintomas se resolvem completamente.

SUB-AGUDA: 4 sem a 3 meses. Os sintomas se resolvem completamente.

CRÔNICA: maior que 3 meses. Sintomas persistentes residuais como tosse, rinorréia e obstrução nasal.

AGUDA RECORRENTE: são infecções que duram menos de 30 dias, com remissão completa nos intervalos, no mínimo, 10 dias. Caracterizada por 3 episódios em 6 meses ou 4 episódios em 12 meses.

CRÔNICA AGUDIZADA: os pacientes têm sintomas respiratórios residuais que são supera juntados com novos e após tratamento antimicrobiano os últimos resolvem, permanecendo os primeiros.

 

Principais Sintomas:

Nas crianças e nos adultos, a tosse é o preponderante. Em geral, ocorre com intensidade pela manhã e fica mais discreta ao longo do dia. Quadros de febre, dores musculares, coriza, obstrução nasal e perda de apetite também caracterizam o problema. Já a dor de cabeça, apesar de ser um sinal marcante em adultos, não se manifesta na infância. O principal motivo nas crianças é o fato de os seios da face ainda estarem em desenvolvimento.

No idoso pode apresentar potencial perigoso, uma vez que vimos, pelo exposto, que a maior parte dos casos passa despercebida, existindo apenas pigarro ocasional ou drenagem de secreção rinofaríngea, achados comuns na população idosa. Algumas vezes, a tosse noturna pode ser erroneamente tratada como alergia ou refluxo gastroesofágico e mascarar um quadro de infecção sinusal. Freqüentemente, a primeira exteriorização clínica de uma Rinossinusite é uma pneumonia ou uma complicação orbitária ou até neurológica. Outras vezes, surge a hipó- tese diagnóstica na investigação de halitose, de roncopatia ou síndrome de apneia e hipopneia obstrutiva do sono, secundária à obstrução nasal, esta causada pelo aumento do parênquima mucoso dos cornetos nasais. Alguns casos de pacientes com exacerbação aguda de RSC são tratados com antimicrobianos e cedendo os sintomas, dados como curados, sem investigar a possibilidade de infecção crônica.

 

Quais as orientações para o diagnostico clínico?

Segundo o EPOS (European Position on Rhinossinusitis and Nasal Polyps), 2007.

História clínica: Inflamação do nariz e os seios paranasais caracterizada por dois ou mais sintomas, um dos quais deve ser bloqueio/obstrução/congestão nasal ou descarga nasal (gotejamento nasal anterior/posterior): ± pressão/dor facial,  ± redução ou perda do olfato.

Endoscopia Nasal: pólipos e/ou; secreção purulenta principalmente do meato médio e/ou; edema/ obstrução da mucosa do meato médio.

Alterações da tomografia computadorizada: alterações mucosais dentro do complexo ostiomeatal e/ou seios.

Em caso de duração dos sintomas em um período superior a 3 meses, poderíamos classificar como Sinusite crônica. A suspeita de etiologia bacteriana só pode ser definitivamente confirmada após a cultura de secreção preferencialmente de meato médio. Todavia, essa prática não é necessária em casos corriqueiros de Sinusites.

 

Tratamento Clínico:

ü  Não tratar a rinossinusite viral que apresenta sintomas leves e resolução espontânea.

ü  Em rinossinusites leves ou moderadas, preconiza-se a amoxicilina com duração de tratamento de 7 a 10d. Apesar de níveis crescentes de resistência bacteriana, a associação sulfametoxazol-trimetoprim pode ser utilizada em casos leves ou moderados.

ü  A amoxicilina pode ser substituída na dependência da evolução clínica por amoxicilina em associação com o ácido clavulânico ou por uma cefalosporina de segunda (cefaclor, cefprozil, axetil-cefuroxima) ou terceira geração (cefpodoxima proxetil) por 7 a 14 dias. Novos macrolídeos (azitromicina e claritromicina) e quinolonas mais recentes (levofloxacino, gatifloxacino, moxifloxacino) em adultos podem também ser utilizados.

ü  Rinossinusite crônica Na rinossinusite crônica preconiza se a utilização da amoxicilina com ác. Clavulânico, a clindamicina ou a associação metronidazol com cefalosporinas de primeira ou segunda geração, ativos contra S. Aureus e, aneróbios. O tempo de tratamento dependerá das outras medidas terapêuticas, incluindo o tratamento cirúrgico, podendo ser recomendada uma duração de 3 a 5 semanas.

Tratamento Coadjuvante:

ü  Soluções salinas isotônicas ou hipertônicas podem ser utilizadas no tratamento da rinossinusite aguda ou crônica.

ü  Não existem estudos comprovando a eficácia dos mucocinéticos no tratamento coadjuvante da rinossinusite. Podem ser utilizados, embora seus efeitos benéficos não cheguem a superar as vantagens da ingestão de água ou do uso de vapor de água que apresentam comprovado efeito mucolítico.

ü  Os vasoconstrictores tópicos podem ser utilizados com tempo restrito de até 7 dias. A utilização de vasoconstrictores sistêmicos é controversa. Se utilizados, devem ser prescritos por no máximo 6 a 7 dias.

ü  Os corticóides sistêmicos são utilizados quando existe edema importante da mucosa nasal importante, cefaléia intensa, pólipos ou quadro de sinusite alérgica ou eosinoflica não-alérgica. Devem ser prescritos por via oral e por no máximo 7 dias. No caso em que o uso prolongado for indicado (alergia, poliposes, pós cirúrgico), preconiza-se o uso dos tópicos.

Tratamento Cirúrgico:

ü  O principal objetivo do tratamento cirúrgico é restaurar a aeração e drenagem dos seios paranasais e do complexo óstiomeatal com o mínimo trauma possível e conseqüente restabelecimento da função mucociliar da mucosa acometida.

 

O que pode contribuir para evitar problemas no dia-a-dia?

ü  Desligar o ar-condicionado e fugir de ambientes muito secos é uma maneira de contornar possíveis gatilhos;

ü  Hidratação, a água tem papel decisivo quando o assunto é sinusite, pois umidifica e dilui as secreções. Assim, elas são eliminadas com mais facilidade;

Como referência:

ü  Bebês de 7 a 12 meses devem beber 800 ml de líquidos por dia (incluindo o leite materno);

ü   Entre 1 e 3 anos, são 900 ml;

ü  Dos 4 aos 8, a ingestão deve ser de 1,2 litro;

ü  Nas épocas mais secas e frias, fazer a lavagem nasal diariamente é uma boa alternativa para prevenir a doença;

ü  Outra dica é a inalação a vapor, que faz uma limpeza completa das vias aéreas. O ressecamento do nariz favorece o acúmulo de impurezas e facilita a proliferação de bactérias.

 

A alimentação na prevenção da Rinossinusite:

 O uso dos alimentos antioxidantes reduz o processo inflamatório no organismo, o que contribui para evitar o problema.

ü  Prefira vegetais cozidos: podem ser usados refogados e em sopas;

ü  Utilize alimentos integrais: aveia, arroz integral, cereais matinais integrais;

ü  Faça uma avaliação médica para verificar se você não é alérgico a algum alimento;

ü  Aumente o consumo de água;

ü  Somente durante as crises evite leite e derivados. Estes alimentos podem aumentar a formação de muco. Tenha uma orientação de como substituir estes alimentos para evitar carências nutricionais;

ü  Aumente o consumo de fontes de ômega 3 como peixes, quinoa e linhaça;

ü  Tenha uma alimentação natural, evitando os excessos de conservantes presentes dos enlatados e embutidos (salsicha, mortadela);

ü  Faça chás como o de hortelã e de eucalipto;

Promova bons hábitos alimentares em sua casa. Planeje a alimentação da sua família, é essencial que foque a sua atenção nas vitaminas A, B6, B12, C, D, E, ácido fólico, zinco, ferro e cobre, ajudando na proteção contra as infecções e aumentando a produção de anticorpos.

 

Referencias Bibliográficas:

 

http://sinusite.org.br/

 

NUTRÍCIO: Acessoria e Consultoria Nutricional. Rinite e Alimentação. Disponível em:

<(http://www.nutricio.com.br/alimentacao-rinite.htm)>

Acesso em: 05 de Junho de2016.

 

POJETO DIRETRIZES: Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Diagnóstico e Tratamento da Rinossinusite. Disponível em:

<(http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/086.pdf)>

Acesso em: 05 de Junho de 2016.

 

REVISTA CRESCER. Sinusite: Causas e Tratamento. Atualizada em 06/08/2015 às 12h50min. Disponível em:

<(http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2015/08/sinusite-causas-e-tratamento.html)>

Acesso em: 05 de Junho de 2016.

 

REVISTA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO. Rinossinusite Crônica jul/set 2012. Vol 11. N3. Disponível em:

<(file:///C:/Users/Cliente/Downloads/8975-31696-1-PB.pdf)>

Acesso em: 05 de Junho de 2016.




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