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quarta, 22 de junho de 2016

Dicas de Nutrição - Anemia ferropriva

Por Juliana Pereira Oliveira - Aluna do Curso de Nutrição FASIPE MT

Supervisão: Gabrieli Comachio - Nutricionista e Profa. Disciplina de Nutrição Clínica do Adulto e Idoso

O ferro é um micronutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese de células vermelhas do sangue (hemácias) e no transporte do oxigênio no organismo

A anemia por deficiência de ferro caracteriza-se pela produção de eritrócitos pequenos microcíticos  e pela concentração diminuída de hemoglobina circulante. Esta anemia microcítica constitui, na verdade o último estágio da deficiência de ferro, e representa o fim de

um longo período de privação desse nutriente.

O ferro é um nutriente essencial ao organismo, associado á produção de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo. 

A anemia por deficiência de ferro, é a mais comum de todas as anemias, independentemente do estado socieconômico do indivíduo.

Fisiopatologia.

Há várias causas possíveis de anemia por deficiência de ferro, as condições pode surgir de:

Consumo inadequado secundário a uma dieta pobre sem suplementação

Aumento da excreção por causa de sangramento menstrual excessivo.

Anormalidade de crescimento, distúrbios epiteliais e redução da acidez gástrica  também são comuns.

Diagnóstico.

Hematologia

É o ramo da medicina que tem como função o estudo do sangue e as suas doenças, como anemia, hemofilias e as leucemias. Essa especialidade estuda os elementos figurados sangue como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, além de órgãos produzidos, como medula óssea, os linfonodos e o baço.

Para diagnosticar a existência de anemia, basta o médico hematologista valer-se do hemograma completo, observando especialmente o hematócrito e a hemoglobina. Um valor baixo de hemoglobina e do hematócrito dizem que a pessoa tem anemia, mas não indicam o tipo nem a causa dela. Devem ainda ser feitos exames para verificar os níveis de ferro no sangue, como ferritina sérica, nível de ferro sérico. Outros exames podem ser realizados para investigar as possíveis causas de perda de sangue ou má absorção de ferro, tais como colonoscopia, exame de sangue oculto nas fezes, endoscopia digestiva alta.

Tratamento

Sulfato Ferroso

 A ferritina é a proteína armazenadora de ferro e existe sob forma individual ou de agregado. Os locais de armazenamento de ferro são sistema reticuloendotelial, hepatócitos e músculos. O ferro é mais bem absorvido na forma de sal ferroso.  Dependendo do pH, o ferro dissocia-se. O sulfato ferroso repõe o ferro de hemoglobina, mioglobina e algumas enzimas e também permite o transporte de oxigênio via hemoglobina.

Precauções

Pacientes com úlceras pépticas, enterites, colite ulcerativa. Evitar o uso prolongado (maior que 6 meses), exceto em casos de hemorragias prolongadas e repetidas gestações. Deve ser administrado entre as refeições para obter melhor absorção. Em pacientes com problemas gastrintestinais, deve ser administrado junto às refeições para minimizar este efeito. Categoria de risco para gestação.

Interações medicamentosas

Presença do leite, antiácidos, cimetidina diminui sua absorção. O ferro diminui a absorção da levodopa, metildopa, penicilinas, quinolonas e tetraciclinas. Interfere com a eficácia da levotiroxina. A resposta à terapia com ferro é retardada em pacientes recebendo cloranfenicol. A administração de ácido ascórbico aumenta a absorção de ferro.

Via oral

Tratamento da deficiência de ferro

ADULTOS:

2 a 3 mg/kg/dia, em 3 doses divididas ou 300 mg, 3-4 vezes ao dia.

CRIANÇAS (2 A12 ANOS):

3 mg/kg/dia, em 3 a 4 doses divididas.

4-6 mg/kg/dia, em 3 doses divididas.

Não há uma recomendação específica em posologia para idoso.

Prevenção

Durante as refeições diárias utilizar alimentos ricos em ferro.

Alimentos fontes de ferro

 Há dois tipos de ferro nos alimentos: ferro heme (origem animal, sendo mais bem absorvido) e ferro não heme (encontrado nos vegetais). São alimentos fontes de ferro heme: carnes vermelhas, principalmente vísceras (fígado e miúdos), carnes de aves, suínos, peixes e mariscos. São alimentos fontes de ferro não heme: hortaliças folhosas verde-escuras e leguminosas, como o feijão e a lentilha. Como o ferro não heme possui baixa biodisponibilidade, recomenda-se a ingestão na mesma refeição de alimentos que melhoram a absorção desse tipo de ferro, por exemplo, os ricos em vitamina C, disponível em frutas cítricas (como: laranja, acerola, limão e caju), os ricos em vitamina A, disponível em frutas (como: mamão e manga) e as hortaliças (como: abóbora e cenoura).

A prevenção primária começa evitando alimentos pobres em ferro. Os alimentos mais ricos em ferro são:

Carne vermelha, fígado, gema do ovo, melaço de cana, folhas verdes escuras ( couve, rúcula, agrião), leguminosas como feijão, ervilha, grão de bico, soja, lentilha, alimentos fontes de vitamina C.

 

 

RECEITA DE SUCO RICO EM FERRO

1 litro de água filtrada e gelada

Cubos de gelo

1 beterraba

2 folhas de couve

3 laranjas

3 colheres de açúcar

 

Modo de preparo:

Após o pré-preparo

Adicione água no liquidificador

Adicione a beterraba picada

Adicione as duas folhas de couve

Adicione as três laranjas picadas

Adicione o açúcar

Bata todos os ingredientes coe e tome.

 

Referências:

 

Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia-L. Kathleen mahan, Sylvia Escott-Stump, Janice L.Raimond;

Tradução Cláudia Coana...et al. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2012

Dr. Dráuzio

ABC.MED.BR, 2014. Anemia ferropriva: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/533744/anemia-ferropriva-definicao-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-

evolucao-e-prevencao.htm>. Acesso em: 12 mai. 2016.

Fabiana Vieira Lacerda Mendes

Roberto navarro, nutrólogo.

 




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